Corrigir, prevenir, fazer corpo: a circuncisão masculina como estratégia de prevenção do HIV/AIDS e as intervenções cirúrgicas em crianças intersexO presente artigo se propõe a refletir sobre as aproximações entre duas práticas médicas de intervenção tecnológico-cirúrgica: a circuncisão masculina, como uma estratégia de prevenção do HIV/Aids proposta pela Organização Mundial de Saúde e UNAIDS, e as cirurgias genitais a que são submetidas as crianças e jovens intersex. A hipótese a ser desenvolvida é a de que as práticas de circuncisão masculina como método preventivo e as cirurgias aplicadas sobre os corpos intersex com objetivos ditos “corretivos” articulam dois principais mecanismos de regulação corporal materializados através de intervenções médicas: 1. a construção de narrativas em torno da validade técnica/tecnológica e social de tais intervenções, que as deslocam de práticas entendidas como rituais, religiosas e/ou mutiladoras para práticas legitimadas pela ciência, ou seja, sustentadas pelas “evidências e comprovações científicas”, e que devem, portanto, ser adotadas por todas as pessoas; 2. a ingerência médica e sistemática nos corpos como garantia (presente e futura) de saúde e normalidade, o que se traduz na emergência de novas “naturezas” e em (re)definições acerca do normal e do patológico. (AU) Informações de Categorização Assunto(s): AIDS; Brasil; Circuncisão masculina; Crianças; HIV; Intersexo; Medicalização;
Local: Rio de Janeiro (RJ) Tipo de Publicação: Artigo de periódico; Informações da Publicação
Link/URL: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/SexualidadSaludySociedad/article/view/6983/4936 Disponível no site do CLAM - Centro Latinoamericano em Sexualidade e Direitos Humanos - http://www.clam.org.br Informações Adicionais
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